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Parque Indígena do Xingu: foi fundado em 1961 no governo de Jânio Quadros, por iniciativa dos Irmãos Claudio, Leonardo e Orlando Villas Boas. Trata-se da mais importante Reserva Indígena das Américas.
Localizado ao Norte do Estado do Mato Grosso, entre o Planalto Central e a Amazônia, com uma área aproximada de 30.000 km2.
O Parque abriga 14 etnias, totalizando 5.000 indígenas, a saber:
| Parte Sul – Alto Xingu – 09 etnias |
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Parte Norte – Baixo Xingu – 05 etnias |
| Kuikuro |
Nafukuá |
Kamaiurá |
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Trumai |
Yudja (Juruna) |
| Kalapalo |
Mehinaku |
Aweti |
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Ikpeng (Txicão) |
Kaiabi |
| Matipu |
Waurá |
Yawalapiti |
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Suya |
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Os dialetos falados são quatro: Gê, Tupi, Aruak e Karib.
Objetivo do Parque: Resguardar as culturas indígenas da área e preservar a fauna e a flora, ainda intocadas da região.
Infelizmente, deixou fora de seus limites as cabeceiras do Rio Xingu e seus formadores: ao Sul os Rios Kuluene, Batovi e Ronuro e ao Norte os Afluentes Suya-Miçu e Maritsauá-Miçu. O Rio Xingu, que atravessa todo Parque, é a fonte principal de alimentação dos indígenas.
Quarenta anos mais tarde, os processos de ocupação e o desmatamento começaram a chegar junto ao Parque e revelaram a incrível fragilidade ambiental deste oásis, colocando em risco as 14 etnias ali existentes.
“O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura, pois o que proporciona a coesão entre os membros da tribo é o seu comportamento na aldeia. Este é o seu mundo religioso, mítico e mágico. No momento em que o índio não crê mais nisso, deixa de ter motivação para a sua sobrevivência; esfacela-se como povo e desaparece.”
Orlando Villas Boas
No ano de 1996, a educadora Regina Fonseca obteve autorização da FUNAI e dos Chefes Kuikuros para visitar a aldeia. Seu objetivo era conhecer essa cultura tão diferente da nossa, mas não inferior.
Durante a convivência com os 500 indígenas da tribo, participou da rotina, das festas e cerimônias, onde foi possível vivenciar suas dificuldades, necessidades e os interesses comuns da comunidade.
A pedido do 1º Cacique Afukaka Kuikuro, foi realizada uma reunião com o objetivo de pedir ajuda na venda do artesanato, única alternativa econômica de toda a tribo, sem a interferência do homem da cidade dentro da aldeia. A princípio o pedido era para a educadora administrar um ponto de vendas em São Paulo. Esta hipótese foi descartada, pois a logística de reposição dos artesanatos se tornaria inviável.
Foi discutida a possibilidade de anualmente um grupo de indígenas acompanhados de um dos chefes, reunirem o artesanato da aldeia e durante o mês de abril, no espaço Toca da Raposa, mostrar a cultura xinguana e comercializar o artesanato. A Toca da Raposa cuidaria da logística e da divulgação. Desta forma, tentaríamos em 30 dias, promover a venda do artesanato.
No ano de 1997, no início do mês de abril recebemos um grupo de 35 indígenas entre homens, mulheres e crianças, juntamente com um representante da FUNAI, para darmos início ao nosso projeto.
As dificuldades com o transporte, divulgação, estadia, alimentação e a venda do artesanato foram muitas, entretanto foi possível estatisticamente saber que, além de muito interessante, o projeto era viável tanto para os indígenas quanto para a Toca da Raposa.
E assim o Projeto vem acontecendo ano a ano até hoje.

Entendendo a importância do evento na contribuição
do desenvolvimento da comunidade Kuikuro e na integração
compatibilizada no estatuto do índio, contamos com sua visita
e apoio.
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