Pirarrã, língua falada na Amazônia, foi considerada a mais difícil do mundo

20 dez, 2016 1 Comentário

Em uma reportagem publicada por Sputnik, em 21 de novembro de 2016, o professor de linguística da Universidade de Oslo, Rolf Theil, revelou que a língua mais difícil do mundo é o pirarrã. Entre milhares de línguas faladas no planeta, Theil escolheu essa língua falada por cerca de 350 nativos na região do rio Maici, na Amazônia brasileira.

O pirarrã é uma língua cuja pronúncia é muito especial, um dialeto em que a entonação é muito importante. Por exemplo, as palavras “amigo” e “inimigo” são as mesmas, mas a entonação difere. Ela pode ser falada, cantada e até mesmo assobiada. Na verdade, a língua é baseada em um conjunto de sons baixos transmitidos através de distâncias consideráveis. Isso permite aos nativos orientarem-se melhor em toda a selva e apresenta uma vantagem relevante na comunicação durante as chuvas torrenciais da Amazônia.

Qual a forma de se aprender o pirarrã?

Esse idioma difícil só usa verbos nos tempos do passado e futuro, que podem ser conjugados de 65 mil maneiras diferentes. Além disso, não tem substantivos no singular ou plural. O contexto da frase dirá o verdadeiro significado, segundo o portal Science Nordic.

O pirarrã tem apenas três vogais e oito consoantes, mas muitos sons específicos adquirem o significado de palavras inteiras. A transliteração pode ser detectada, muitas vezes, intuitivamente, porém, é preciso conhecer algumas regras do dialeto, caso contrário será impossível transmitir uma ideia.

Os especialistas acreditam que, devido à sua complexidade, aprender essa língua levaria cerca de dez anos para uma pessoa com memória média. Estudiosos descobriram alguma semelhança entre palavras em pirarrã e em inglês e português. No entanto, muitas dessas palavras têm um significado diferente, o que dificulta ainda mais sua aprendizagem.

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