A natureza faz bem à saúde

10 fev, 2017 Nenhum Comentário

Diversas pesquisas científicas ligadas ao conceito de biofilia (uma teoria que defende que, ao longo da evolução humana, fomos programados para amar tudo o que é vivo e, por isso, a natureza nos faz sentir melhor), apontam que contato com a natureza é essencial para a saúde.
De acordo com o codiretor do Centro para Meio Ambiente e Saúde da Universidade de Chiba, no Japão, os parques, jardins, flores, etc. têm efeitos positivos em humanos. Seu trabalho tem como base a premissa de que passamos 99,99% de nossos cinco milhões de anos de evolução como primatas em meio à natureza e, por isso, seríamos essencialmente conectados a ela.
Um dos primeiros a demonstrar que a natureza faz bem foi Roger Ulrich, em 1984, ao comparar pacientes em quartos com janelas voltadas para árvores, com aqueles cujos quartos ofereciam vista para uma parede de tijolos, em um hospital na Pensilvânia, Estados Unidos. Seus resultados demonstraram que pacientes com acesso ao verde saíram mais cedo do hospital, tomaram analgésicos mais fracos ou em menos quantidade.
A partir da pesquisa de Ulrich, muitos passaram a defender mais áreas verdes em hospitais e até mesmo contato com a natureza como forma de medicina preventiva.
Com o tempo, surgiram análises também em escritórios, escolas e apartamentos, tanto sobre o uso da natureza no interior quanto ao ar livre.
Para os citadinos com dificuldades de encontrar espaços verdes, basta povoar varandas, mesas e paredes com belas flores e arbustos para sentir a diferença.
Quando se fala em natureza, vale ressaltar que o Rio de Janeiro, de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ostenta uma média de 55,83 m2 de área remanescente da Mata Atlântica por habitante. Um número muito superior aos 12 m2 mínimos recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

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