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Blog da Raposa

Saci-Pererê, um menino travesso

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O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos o folclore brasileiro. Talvez muitos não saibam, mas o dia 31 de outubro foi escolhido para homenagear esta figura tão representativa em nossa cultura que, provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (final do Século XVIII). Nesta época era representado por um menino indígena de cor morena, que vivia aprontando travessuras na floresta.

Ao migrar para o Norte do país, o mito e personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci se transformou num jovem negro com apenas uma perna, pois havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana.

O primeiro escritor a falar do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato. Com o título “Mitologia Brasílica – Inquérito sobre o Saci-Pererê”, ele colheu de leitores de um jornal, em 1917, diferentes narrativas de versões do mito. O resultado foi a publicação, no ano seguinte, da obra “Saci-Pererê: resultado de um inquérito”, primeiro livro do escritor. Com a transposição dos textos de Monteiro Lobato para a televisão, o Saci ultrapassou o imaginário, foi personificado e se transformou em um dos personagens mais famosos do nosso folclore.

Curiosidades

O Saci é um menino travesso que possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho na cabeça e fica o tempo todo fumando cachimbo. Costuma correr atrás dos animais para afugentá-los, gosta de montar em cavalos e dar nó em suas crinas. Ele pode também aparecer e desaparecer misteriosamente, é muito irrequieto (não para um instante sequer), pois fica pulando de um lado para o outro e toda vez que apronta suas travessuras dá risadas alegres e agudas, além disso, gosta muito de assobiar.

Ao Saci-Pererê é atribuído tudo o que dá errado: ele entra nas casas e apaga o fogo do fogão, seca a água das vasilhas, esconde objetos (que dificilmente serão encontrados novamente) e seu principal divertimento é atrapalhar as pessoas para que elas se percam.

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Quando for ao Rio de Janeiro, visite o Museu do Índio

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O Museu do Índio, da Fundação Nacional do índio – Funai, tem sob sua guarda acervo relativos à maioria das sociedades indígenas, constituído de 17.981 peças etnográficas e 15.121 publicações nacionais e estrangeiras especializadas em etnologia. Seu principal objetivo é contribuir para maior conscientização sobre a contemporaneidade e a importância das culturas indígenas. Como instituição de preservação e promoção do patrimônio cultural indígena, empenha-se em divulgar a diversidade existente e história entre centenas de grupos brasileiros.

Os diversos serviços do Museu do Índio são responsáveis pelo tratamento técnico de 833.221 registros textuais, que datam a partir do século XIX, além de ampla e diversificada documentação audiovisual (em sua maioria, produzida pelos próprios índios).

A instituição vem adotando diferentes estratégias de comunicação com o público, como a disponibilização de informações pela internet e a criação dos espaços Museu das Aldeias e Muro do Museu para a montagem de mostras temporárias, além de uma exposição de longa duração no prédio central que apresenta diferentes formas de expressão e saberes das sociedades indígenas no Brasil. A casa utiliza modernos recursos museográficos na exibição de seus acervos e promove atividades culturais com a presença de monitores indígenas. Há também um atendimento especial para o público infantil no Espaço de Criação, reservado somente para os pequenos.

O Museu do Índio coordena ainda o Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, uma iniciativa que estimula a participação direta dos índios pela promoção de oficinas de trabalho. Esta ação já alcança 135 aldeias de Norte a Sul do Brasil, por meio de 42 projetos de documentação de línguas, culturas e acervos, beneficiando uma população de 30 mil índios. Estas e outras parcerias têm como principal finalidade contribuir para defesa da terra, do direito e da qualidade de vida desses povos.

Museu do Índio

Visitação: de terça a sexta-feira (das 9hs às 17h30); sábados, domingos e feriados (das 13hs às 17 horas). Grátis aos domingos.

Endereço: Rua das Palmeiras, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro – Brasil.

 

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Estudo mostra medidas que podem ajudar a preservar a Floresta Amazônica

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Um artigo publicado na revista Science alerta que os esforços de manejo locais são indispensáveis para evitar que o ecossistema entre em colapso

Com o mundo cada vez mais convencido da necessidade de combater as mudanças climáticas, é forte a cobrança para que se reduza a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Porém, não basta esperar que os grandes poluidores assinem acordos em convenções internacionais e adotem medidas de grande porte. Embora isso seja essencial, um artigo publicado em 2015, na revista Science alerta que os esforços de manejo locais são indispensáveis para evitar que os mais importantes ecossistemas do mundo entrem em colapso, à medida que o planeta aquece.

O desmatamento, a pesca desenfreada e a poluição provocada por fertilizantes, por exemplo, são algumas das pressões ambientais que colocam em risco patrimônios da humanidade como a Floresta Amazônica, que está na lista dos tesouros naturais da Unesco. A região foi analisada por uma equipe internacional de pesquisadores, para expor, no artigo, a necessidade de protegê-la, independente do aumento ou da redução nas emissões de CO2.

De acordo com Marten Scheffer, diretor do Departamento de Ecologia Aquática e Qualidade de Manejo do Solo da Universidade Wageningen, na Holanda, os efeitos das mudanças climáticas como ondas de calor, enchentes e secas – fenômenos que têm sido observados nos últimos anos -, acontecem devido às degradações locais. Segundo o pesquisador e responsável pelo estudo, o manejo regional deficiente deixa o ecossistema menos tolerante às mudanças climáticas e perturba a capacidade de ele continuar a funcionar efetivamente. Por outro lado, a conservação desses ecossistemas amplia os chamados safe operating spaces (espaços operacionais seguros), um conceito novo que se refere a regiões da Terra que ainda conservam condições biofísicas necessárias para regular a estabilidade do sistema do planeta.

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Viva a Cultura Popular!

Folclore Cultural

O Dia do Folclore é comemorado no dia 22 de agosto, tanto no Brasil como no resto do mundo. A explicação está na origem da palavra folklore (em inglês), que surgiu na mesma data, no ano de 1846. Quem inventou o termo foi o arqueólogo William John Thoms, que fez junção de folk (povo, popular) com lore (cultura, saber), para definir os fenômenos típicos das culturas populares tradicionais de cada região.

O folclore é o conjunto de tradições e costumes populares transmitidos de geração em geração. Cada povo possui características diferentes e sua cultura popular representa a identidade social de cada comunidade.

O folclore brasileiro, por exemplo, é muito rico e diversificado. Ele inclui lendas, contos populares, receitas e até mesmo festas especiais para comemorar suas crenças. Além disso, danças como samba de roda, maracatu, frevo, canções populares, brincadeiras infantis e eventos como o Carnaval fazem parte do folclore brasileiro.

A literatura também é um dos fatores que enriquecem o folclore no Brasil. Entre as diversas histórias contadas na linguagem popular, estão a do Saci-Pererê, do Curupira, do Boto, da Cuca, da Mula sem Cabeça, do Negrinho do Pastoreio, do Lobisomem e de muitas outras.

Alguns escritores extraem do folclore todas as bases de sua obra e, aqui no Brasil, um exemplo típico era o paraibano Ariano Suassuna. Nomes como Mário de Andrade, Renato Almeida e Luís da Câmara Cascudo estão entre os folcloristas que mais se destacaram, sendo que este último foi o responsável pela confecção do Dicionário do Folclore Brasileiro.

No Brasil, a data foi oficializada no dia 17 de agosto de 1965, por meio de um decreto assinado pelo então presidente, Humberto de Alencar Castelo Branco, e por seu ministro da Educação, Flávio Suplicy de Lacerda.

 

 

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